Oficina - O show como espetáculo com Maurício Pereira

18 a 22 de janeiro no Teatro Guarany em Santos




//Sobre a Oficina

Mais que a prática de conjunto, a ideia aqui é conceber o show como espetáculo, e portanto, pensar sua produção para além da parte musical, ou seja, um evento que engloba postura de palco, parte técnica, iluminação, divulgação, roteiro.

Um workshop amplo sobre a prática musical e a montagem do show como um espetáculo, abrangendo não só partes estritamente musicais como a expressividade, possibilidades de interpretação, prática de conjunto e técnicas de ensaio, mas também noções de direção, roteiro, iluminação, postura no palco e conceituação do trabalho.

O trabalho se dá com bandas já formadas, justamente para que se possa experimentar e analisar com os músicos o funcionamento de sua banda, pois é muito raro uma banda de jovens ter uma espécie de "atendimento" para suas dúvidas e inseguranças.

Num primeiro contato com os músicos, há uma palestra sobre a música pop e seus conceitos, uma visão geral sobre a formação do músico popular.

Num segundo momento o professor irá orientar ensaios de duas horas com cada banda, cada uma delas ensaiando SOMENTE duas vezes durante a semana. O ideal é que se possa trabalhar ao menos duas músicas por banda, músicas com características diferentes entre si.

No final, haverá uma apresentação com as bandas tocando as músicas escolhidas, e durante a produção deste show, serão abordados temas como: produção, roteiro, direção de show, conceitos de iluminação, postura no palco, e até mesmo a montagem técnica do espetáculo.


//Sobre Maurício Pereira

Mauricio Pereira é um músico paulistano. Nos anos 80, com André Abujamra, criou a banda Os Mulheres Negras. Foram 2 discos pela gravadora Warner: Música e Ciência(1988) e Música Serve pra Isso(1990).
No início dos anos 90 foi cantor - mais exatamente um crooner - do programa Fanzine, diário e ao vivo, apresentado pelo escritor Marcelo Rubens Paiva na TV Cultura:  cantou mais de 600 canções de compositores brasileiros, sempre acompanhado pela banda fixa do programa, a Banda Fanzine.
Em 1995 lançou seu primeiro disco solo, de produção independente, o autoral Na Tradição. E logo descobriu que músico independente tem que fabricar sua própria mídia. Foi um dos artistas pioneiros no uso da internet no Brasil: em meados de 1995 lança site, e em dezembro de 1996 faz o primeiro show ao vivo via internet no Brasil (que teve um belo revival em dezembro de 2016, 20 anos depois), no Centro Cultural São Paulo.
Em 1998 lança Mergulhar na Surpresa, acompanhado pelo pianista Daniel Szafran, num trabalho que virou cult e está na estrada até hoje.
Em 2003 grava com o Turbilhão de Ritmos, ao vivo, seu terceiro álbum, Canções Que Um Dia Você Já Assobiou - vol.1, onde canta sucessos de rádio e clássicos da música popular.
Em 2007 grava o disco Pra Marte, com uma safra forte de canções autorais, entre as quais "Trovoa", que logo depois foi gravada por Metá Metá, Maria Gadú, A Banda Mais Bonita da Cidade e a dupla Dandara e Paulo Monarco.
Em 2010, novamente com o Turbilhão de Ritmos, gravou um disco com marchinhas clássicas do carnaval brasileiro, Carnaval Turbilhão.
Em 2014, lança mais um autoral, Pra Onde Que Eu Tava Indo, e passa a ter distribuição da Tratore, em disco físico e nas plataformas digitais como Spotify, Deezer, Google Play, Apple Music, entre outras. 
Em 2018  lança seu sétimo disco solo, Outono no Sudeste, com produção de Gustavo Ruiz, e distribuição da Tratore. Além de músico, Mauricio é ator, jornalista, locutor e produtor.
OS DIFERENTES SHOWS: Mauricio mantém em cartaz os shows de alguns de seus discos solo, além do #outononosudeste. Com Tonho Penhasco ele tem um show muito intimista, onde a poesia fala com força, é o Outono MICRO. O Mergulhar na Surpresa segue na estrada com Daniel Szafran há mais de 20 anos; com os violões de Luiz Waack e Tonho Penhasco acontece o Pra Marte Acústico, muito lírico; com a banda Turbilhão de Ritmos, Mauricio faz seus tradicionais bailes de marchas de carnaval, além dos shows do seu disco "Canções Que Um Dia…" e shows especiais só com canções de Adoniran Barbosa ou Erasmo Carlos; com seu filho Tim Bernardes, de O Terno, faz o show "Pereirinha & Pereirão"; com Paulo Freire e Wandi Doratiotto, faz o show "Três é Bom"; com músicos do Uruguai, Argentina e Rio Grande, faz o show "Surdomundo Imposible Orchestra"; e com vários mauricios da cena paulistana participa da The Universal Mauricio Orchestra, além dos shows de Os Mulheres Negras com André Abujamra.